segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

O Viajante

 
Alkymykos de Beta Cete - O Viajante

Com raios circulantes Criei minha máquina do tempo Mas não estou tão certo Quanto já estive antes Deste meu experimento O espaço e o tempo Não são objetos Mas reflexos do pensamento Ela disse Por favor, não vá Pois do futuro Não há como regressar Mas como saber Sem se arriscar A vida, eu sei, não tem Valia sem tentar O portal se projeta É chegado o dia A gravidade afeta Tudo que tem energia Como dizer Que o futuro existe Se a causa de sua existência É a mesma que a essência de seu limite A vida, eu sei, não tem Valia sem tentar Próximo a velocidade da luz Busco agora o futuro alcançar

Instinto Veloz



Alkymykos de Beta Cete - Instinto Veloz 

 A estrada é a nossa religião A velocidade é a nossa prece E cabe aos poetas Escreverem o que permanece Foi dada a largada Parada a vida não acontece Instinto veloz Nada pode nos deter Pois vagabundos como nós Nada temos a nos prender Quebrando barreiras Vencendo limites Cruzando fronteiras O desafio é feito pra que a gente o conquiste Instinto veloz Nada pode nos deter Pois vagabundos como nós Nada temos à temer O vento é volúvel Como as nossas escolhas São tantos caminhos errados Mas não há tempo de contar as folhas No asfalto ondulante Rosnam motores acelerados E a lua cintilante Ilumina os cromados Instinto veloz Me sinto feliz Quando rabisco pelas curvas Sinuosas de seus quadris

Frágil Amparo



Alkymykos de Beta Cete - Frágil Amparo 

Na escuridão A boca amarga De solidão E vinho se embriaga E o coração Agora vaga Sem direção Embora a noite traga O sonhar com você Me faz Buscar acreditar Um dia lhe rever Mas vejo ao despertar Nada tem no amanhecer A não ser... Distância Na superfície frágil e verde Da ausência O abismo azul De nossa cinza existência E o sonhar com você Me faz Me faz acreditar Um dia lhe rever Mas vejo ao despertar Nada tem no amanhecer A não ser... A saudade A saudade é a lágrima em saber Que sempre... Sempre haverá algo que ficou... Por dizer Só uma certeza Existe em meu ser Só uma certeza Resiste em meu ser Só uma certeza Certezas não ter

Tábua Esmeralda


Alkymykos de Beta Cete - Tábua Esmeralda

 Tábua Esmeralda Assim como todas as coisas Procedem de uma única Via meditação Elas também nascem Dessa mesma coisa Por uma adaptação Todo aspecto do mundo físico De um modo fundamental Reflete uma realidade Do mundo espiritual O que está acima É como o que está abaixo E este que está abaixo Ao de cima é igual O um é o todo E é nada Se não contém Tudo O enxofre é o espírito do fogo O mercúrio é o espírito da fluidez O universo é mental Tudo se move, tudo vibra No ritmo astral Que a vida equilibra Não há como limitar ou definir O começo e o fim E sempre que tento fazê-lo Mais a noção desse tempo foge de mim O um é o todo Mas nada é absoluto O um é o todo E é nada ao mesmo segundo

Delírio lunar



Alkymykos de Beta Cete - Delírio lunar

A mulher ideal É boa bonita e gostosa E vira uma pizza à meia-noite Tantos foram os carinhos Em vários ninhos de prazer Mas todos os caminhos Hoje passam por você Mulherengo eu sei que sou Mas nem é meu maior defeito Te fazer feliz eu sei que vou Com nenhuma outra eu mais me deito Nesse mundo todo errado Uma coisa é certa Você é um anjo, eu sou o pecado Mas a gente se completa Quero fazer de ti, donzela Uma mulher inteira e bela Todos os sonhos me levas Sem nenhuma razão ou porquê Na luta da luz com as trevas A beleza se resume a você Por nenhuma outra senti Tanta ternura e tesão Desde que eu a conheci Entendi o que é solidão Nesse mundo todo errado Uma coisa é certa Você é um anjo, eu sou o pecado Mas a gente se completa Quero fazer de ti, donzela Uma mulher inteira e bela Quero fazer de ti A mulher mais feliz Minha rainha és A mulher Que eu sempre quis Quero fazer de ti A mulher

Código Estrelar


Alkymykos de Beta Cete - Código Estrelar

13,7 bilhões de anos é a idade estimada do nosso Universo desde o Big Bang. Isso é tanto tempo que se reduzíssemos para uma escala de 12 meses do nosso calendário, a vida biológica só teria início em meados de Setembro. “Código Estrelar” é um tributo à evolução da vida no planeta Terra. Percorremos um grande caminho na estrada biológica para chegarmos até aqui, e é muito impressionante se pensarmos que todos que estamos aqui hoje, tivemos nossa origem em seres unicelulares. Simples, pequenos, mas vivos! Qual seria o som desses nossos minúsculos ancestrais? Ouça até 30 segundos e poderá ter uma ideia do que imaginamos. E essas interações que emanam como melodias individuais vão gerando harmonias mais complexas, assim como os seres que vão se adaptando, aumentando de tamanho, inundando a mãe Terra com seus brinquedos ainda infantis. Em 1:10 surgem as plantas, e que forma de vida mais festejada! Como são impressionantes! Em retribuição, elas passam a ditar um ritmo acelerado para o crescimento de todo o planeta. Oxigênio! Gigantes dinossauros agora podem existir, e é possível ouvir o peso de suas passadas pelo solo (1:24). Os ancestrais dos primeiros mamíferos surgem logo após com sua melodia bem mais delicada, tendo muitas dificuldades para fazer um contraponto com as outras criaturas dominantes. Até que tudo isso é interrompido em (2:00), quando uma bola de fogo cai na Terra e muda todas as regras do jogo. Ser grande agora é uma desvantagem, enquanto as criaturas mais frágeis se adaptam e redesenham a vida. Mas não foi fácil! Em um mundo escuro e devastado, muitas vidas se perderam. Então a Terra, igual a uma mãe dedicada e incansável, se reorganiza e gera novas oportunidades. A vida pode prosperar novamente (2:45). A evolução alcança uma velocidade vertiginosa e a Terra se torna repleta de imensa variedade de vida. Era inevitável que à partir de um certo ponto na história surgissem os seres Auto Conscientes (3:29). Racionais, Emocionais, Criativos... capazes até mesmo de buscarem suas origens e ressignificarem suas existências. (4:14) Não é o fim, mas a continuação de um caminho que ainda segue com seu destino em aberto, apesar das Teorias e Crenças de um fim pelo fogo através do Sol como Gigante Vermelha, ou pelo gelo, através da Morte Térmica do Universo. Ambos decretariam o fim da vida biológica, mas seria possível continuar existindo em alguma outra forma de vida?

Saqqara



Alkymykos de Beta Cete - Saqqara

Erguida após o dilúvio Saqqara... A primeira pirâmide do Egito Em seus muros de granito maciço Quinze pórticos Mas só um é o verdadeiro Na extensa passagem estreita Entra um visitante por vez Porque o aprendizado é individual e intransferível Assim ensina Imhotep O sábio que a fez Nas câmaras azuis Vasos em alabastro Urnas, tigelas e potes Vibram com os mantras Entoados pelos sacerdotes Apenas Aos puros e justos de coração Era permitido perceber Uma outra dimensão A compreensão do tempo Está no entendimento De que em algum momento Prisioneiros desse próprio tempo A história nos reduz Imhotep tinha O conhecimento De ser a energia Do pensamento Dezenas de vezes mais veloz que a luz Apenas Aos puros e justos de coração Era permitido perceber Uma outra dimensão

Bacilo Vacilante



Alkymykos de Beta Cete - Bacilo Vacilante

De minha rotina reclamo Não viver um grande amor Ninguém merece Queria tanto lhe dizer que a amo Mas ela também Sequer me conhece Dizem que o sofrimento É um sentimento Que enobrece Mas quanto mais nela eu penso Mais me convenço Que miserável o tempo parece Se eu achasse as palavras Se ela ao menos me ouvisse Se eu deixasse de achar E apenas simplesmente agisse Tantos idiotas A me governar Entre os cordeirinhos Qual será o meu lugar? Não faço nada certo Eu só quero reclamar Um brinde aos imbecis Pois deles dependem Os governantes deste país Se eu achasse as palavras Se ela ao menos me ouvisse Se eu deixasse de achar E apenas simplesmente agisse E se às injustiças, eu não me calasse E se a humanidade escutasse o meu grito Se ao menos eu fizesse a minha parte E lutasse pelo que acredito (mas eu não consigo)

Horizonte de Eventos


Alkymykos de Beta Cete - Horizonte de Eventos

O que sei?... O que sou?... Por quê vim?... Por onde vou?... Alguém me ajude, por favor Não sei nem mesmo aonde estou Não consigo me lembrar Também não posso enxergar O sangue que me escorre é frio Não me sinto respirar É como estar no vácuo É só este vazio Tudo tem um tom opaco Mas resta uma fresta e esta é o meu pensar Nada mais faz sentido Neste esquisito, neste maldito lugar E ainda há esse ruído Que não consigo, eu não consigo silenciar Entre o ser e o espaço Por onde ir?... O que faço?... Tenho que sair daqui mas como escapo?... Tenho que sair daqui o que sei?... o que sou?... por quê vim?... por onde vou?... Nada mais faz sentido Neste esquecido,neste maldito lugar Mas eu, eu acredito Que o amanhecer Ainda hei de encontrar